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Festa
Litúrgica: 28 de Agosto
Filósofo
e doutor da Igreja. Um dos maiores pensadores da Igreja na
época patrística, teve, através de fecunda produção literária,
grande influência no pensamento religioso, filosófico e teológico
de sua época e das que se lhe seguiram. Filho de Patrício,
pagão, e de santa Mônica, católica, em criança chegou a ser
catecúmeno mas não foi batizado. Estudou em Cartargo, preparando-se
para uma carreira de retórico. As recriminações que a si mesmo
fez, mais tarde, não nos permitem supor que houvesse mergulhado
em licenciosidade extravagante durante sua vida estudantil.
Sua moral era a da época : a continência parecia-lhe fora
de propósito e, antes dos 20 anos de idade era pai de um menino,
Adeodato, que tivera de uma concubina sofreu a influência
do maniqueísmo (religião sincretista gnóstica fundada por
Maniou Maniqueu, século III, na Pérsia, segundo a qual o universo
é criação de dois princípios, que se combatem: o bem, ou Deus,
e o mal, ou o diabo) atraído pelas possibilidade ascéticas
da seita, que abandonou ao desiludir-se com seu chefe Fausto.
Ao tentar carreira como professor em Roma, não teve sucesso,
e em 384, foi para Milão, onde encontrou santo Ambrósio, bispo-estadista
da cidade, então empenhado no combate ao arianismo. Esse encontro
influenciou fortemente santo Agostinho. Já inclinado para
o cristianismo Agostinho estudou a doutrina dos filósofos
neoplatonistas de que tanto se valeram os Padres da Igreja.
Após a famosa cena do jardim narrado em suas Confissões,
quando aplicou às suas próprias angústias como revelação divina,
as palavras que ouvira de uma criança, encontrou paz interior.
Em 387, foi recebido como converso e batizado por Ambrósio,
juntamente com seu discípulo Alípio e seu filho Adeodato.
Voltando à África, foi feito Padre, bispo-auxiliar e bispo
de Hipona, pequenino porto do Mediterrâneo que iria celebrar
durante seu episcopado. Limitado geograficamente à sua diocese,
Agostinho não mais saiu da África, mas seu pensamento, expresso
em milhares de cartas, diálogos, tratados, solilóquios (neologismo
que inventou), corria todo o mundo.
Santo
Agostinho é considerado um dos fundadores da Teologia, onde
sua principal obra De Trinitate, em quinze livros,
uma sistematização da doutrina cristã. Das três grandes polêmicas
em que se envolveu, contra os donatistas (heresia de Donato,
bispo de Cartago, segundo a qual o Pai era superior ao Filho,
e o Filho superior ao Espírito Santo) , contra o maniqueísmo
e contra o pelagianismo (doutrina dissidente do frade Pelágio,
segundo a qual não existe pecado original, nem necessidade
da graça divina para a salvação), resultaram muitas obras,
entre as quais Doctrina christiana, De Libero arbitrio.
Suas obras mais populares, cujo interesse perdura, são as
Confissões (Confessiones), obra autobiográfica,
e a Cidade de Deus (De civitate Dei) em que
discute o problema do bem e o mal, as relações do mundo material
e espiritual. Seu estilo literário era primoroso, tomando
partido total da flexibilidade da língua. Era um formidável
formador de frases, que muitas vezes tornaram-se ponto de
partida para controvérsias (como a da predestinação). Suas
obras exerceram imensa influência sobre o pensamento filosófico-religioso
de toda Idade Média. Sua doutrina trinitária é fundamental.
Ensinou que não há subordinação entre as pessoas da Santíssima
Trindade, como queriam Tertuliano e Orígenes. Em outros pontos,
todavia, contém contradições profundas, devido à mistura de
platonismo e neoplatonismo com idéias tradicionais da religiosidade
popular. Ofuscada pelo tomismo (doutrina teológica e filosófica
de Santo Tomás de Aquino), seu pensamento reapareceria com
Lutero e principalmente com Calvino e com os jansenistas (pertencente
a doutrina de Cornélio Jansen, bispo de Ipres, sobre a graça
e a predestinação), exercendo de novo, hoje, decisiva influência
na teologia dialética.
Autor: Francisco
Braga
Celebramos
neste dia a Memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que
nos enche de alegria, pois com a graça de Deus tornou-se modelo
de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, Tunísia
em 354 do Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica,
a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual,
profundo, porém preferiu saciar seu coração e procurar suas
respostas existênciais tanto nas paixões, como nas diversas
correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita
dos maniqueus. Com a morte do pai saiu Agostinho para aprofundar
nos estudos, principalmente na arte da retórica, sendo assim
depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde
envolvido pela intercessão de Santa Mônica acabou freqüentando
por causa da oratória os profundos e famosos Sermões de Santo
Ambrósio, até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade
começou a mudar sua vida. O seu processo de conversão recebeu
um "empurrão" quando na luta contra os desejos da
carne, acolheu o convite: " Toma e lê ", e assim
encontra na Palavra de Deus (Romanos 13, 13s) a Força para
a decisão por Jesus: "...revesti-vos do Senhor Jesus
Cristo...não vos abandoneis às preocupações da carne para
lhe satisfazerdes as concupiscências". Santo Agostinho
que entrou no Céu com 76 anos, converteu-se com 33 anos quando
foi catequisado, Batizado por Santo Ambrósio e mesmo depois
de "perder" a mãe voltou para África, onde fundou
uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra
e caridade, isto até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona,
santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça
e Verdade.
Autor: Canção Nova
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